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19/03/2012 / Geane Aguiar

Acordou sem saber que nunca mais dormiria. Desintegrou sem que eu dissesse o quanto estava embriagado por seu repertório de deslumbramentos. Livre e condenado a não voltar. Não andará para trás para estancar hemorragias, reparar articulações inflamadas e expor lesões doloridas. O arrombo veio rápido, como ondas instáveis de desapego, desatentas à imprescindível rudez e aos inimagináveis esvaziamentos de choro. Tudo o que me resta são passagens. Misturadas, emboladas em nós, desarrumadas e ensolaradas, com raios de luz que embaçam a minha idealização. Com o tempo, suas partes definharam em um embalo nostálgico de tuberculose. Sem letras maiúsculas, sem pontos finais. E o que sobrou do que era já não será mais o bastante para quem já teve tudo de você. As cores desbotaram, violentaram a inquietação de arrependimento. As regras não valem mais.

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13/03/2012 / Geane Aguiar

Estou quebrado. Asas cintiladas de sangue, entorpecidas em um necrotério de martírios feito de metades. Crânio, feto, vomitadas com restos. Carne nas unhas, socos em ossos. Desapareço.

05/03/2012 / Geane Aguiar

Venha mulher, desenterre meu senso primitivo. Libere o êxtase. Desperte minha fome e desnude suas sinuosas linhas. Arfe sobre minha boca, ouça meus múrmuros graves sedentos do seu suor. Puxe-me, arranhe-me, use-me. Abuse da minha vontade de ter. Gema ao chamar meu nome. Quero escândalos de ciúmes, delírios de obsessão e rastros de loucura atracados em nosso romance.

27/02/2012 / Geane Aguiar

Caros leitores,

Muita confusão, correria e planos fizeram com que infelizmente eu não voltasse a postar em janeiro. Peço desculpas, e já podem reservar um tempo para o blog de novo. As postagens retornaram. Obrigada pela compreensão.

Abraços.

05/12/2011 / Geane Aguiar

Caros leitores,

Por estarmos quase no fim do ano, mês de festas, só voltarei a postar em janeiro. Desde já desejo a todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo!

Abraços.

28/11/2011 / Geane Aguiar

Não quero uma profissão com alto status social. Não venha intitular-me e legitimar-me em uma instituição por algo que não pretendo seguir adiante. Não conceda-me privilégios inestimáveis, muito menos uma reputação rica em mentira. De jeito algum seguirei exemplos impostos dos quais não ligo-me racional ou sentimentalmente.
Digo adeus aos sonhos que não são meus, dou boas vindas ao dom que me foi destinado. Sinto que com ele adquirirei fama, poder e dinheiro ao meu modo. Dançarei junto ao sonho que idealizei no passado – aquele que queima-me a boca, o mesmo que mantém meu anseio de compartilhar gostos perpétuo.
Serei congratulado pelo esforço impossível. Formar-me-ei com minhas próprias mãos calejadas de suor e dedicação para conquistar a graça mais aclamada de um persistente: a vitória.

14/11/2011 / Geane Aguiar

Seus olhos são como amêndoas que refletem as extremidades da alma. Sua voz contorce a desesperança das cordas que amarram meus sentidos dormentes. Poderei ir adiante com a aberração de meus sentimentos possessivos até que se torne uma doença sem cura por você.