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28/05/2012 / Geane Aguiar

Enojada. Pessoas ignorantes, bobas e superficiais. Grupinhos fechados, apertados, popularizados. Gente que esquece, finge esquecer ou desmerece você. Estou farta. Dessa cidade, desse bairro e de gente de qualquer parte. Quero me abraçar e evaporar.

14/05/2012 / Geane Aguiar

Tagarelice. Estou pelo avesso. O mesmo ócio. Nuances de liberdade que despertam vontades. A sensação volátil de escandalizar as barbaridades do meu esgotamento. Estou terrível.

07/05/2012 / Geane Aguiar

Os puídos pulmões cobiçam a poeira, que mesmo lépida e longínqua, capota em meio à engasgos, sendo translúcida aos raios. Beleza fatal.

09/04/2012 / Geane Aguiar

Limitei-me com cérebros pequenos. A aspiração desolada se estirou em minha língua. Açoitada, escandalizei e implorei à bravura por glória. Fugi com todas as minúcias, corada de singularidades, deliberadamente despida em camadas. Horripilada. Afrouxada pelo dilúvio. Morta pela penúria de sentimentos, voltei trajada de apatia. Estava ligeiramente apagada.

26/03/2012 / Geane Aguiar

Minha respiração desalinha sem você. A vulgaridade de loucuras passionais, terrivelmente incondicionais, transcende seu amor virgem, e pede à sua vontade que não esvaeça.

19/03/2012 / Geane Aguiar

Acordou sem saber que nunca mais dormiria. Desintegrou sem que eu dissesse o quanto estava embriagado por seu repertório de deslumbramentos. Livre e condenado a não voltar. Não andará para trás para estancar hemorragias, reparar articulações inflamadas e expor lesões doloridas. O arrombo veio rápido, como ondas instáveis de desapego, desatentas à imprescindível rudez e aos inimagináveis esvaziamentos de choro. Tudo o que me resta são passagens. Misturadas, emboladas em nós, desarrumadas e ensolaradas, com raios de luz que embaçam a minha idealização. Com o tempo, suas partes definharam em um embalo nostálgico de tuberculose. Sem letras maiúsculas, sem pontos finais. E o que sobrou do que era já não será mais o bastante para quem já teve tudo de você. As cores desbotaram, violentaram a inquietação de arrependimento. As regras não valem mais.

13/03/2012 / Geane Aguiar

Estou quebrado. Asas cintiladas de sangue, entorpecidas em um necrotério de martírios feito de metades. Crânio, feto, vomitadas com restos. Carne nas unhas, socos em ossos. Desapareço.

05/03/2012 / Geane Aguiar

Venha mulher, desenterre meu senso primitivo. Libere o êxtase. Desperte minha fome e desnude suas sinuosas linhas. Arfe sobre minha boca, ouça meus múrmuros graves sedentos do seu suor. Puxe-me, arranhe-me, use-me. Abuse da minha vontade de ter. Gema ao chamar meu nome. Quero escândalos de ciúmes, delírios de obsessão e rastros de loucura atracados em nosso romance.

27/02/2012 / Geane Aguiar

Caros leitores,

Muita confusão, correria e planos fizeram com que infelizmente eu não voltasse a postar em janeiro. Peço desculpas, e já podem reservar um tempo para o blog de novo. As postagens retornaram. Obrigada pela compreensão.

Abraços.

05/12/2011 / Geane Aguiar

Caros leitores,

Por estarmos quase no fim do ano, mês de festas, só voltarei a postar em janeiro. Desde já desejo a todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo!

Abraços.

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